Diferencia entre revisiones de «ÁLVAREZ CABRAL; chegada ao Brasil»

De Dicionário de História Cultural de la Iglesía en América Latina
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Martim Afonso recebeu amplos poderes, entre eles o de conceder as «Sesmarias»<ref>O sistema de distribuição de terras chamado sesmarias foi aplicado no Brasil por D. João III. Quando foram criadas as capitanias hereditarias o donatario poderia repartir as terras com os moradores pelo regime de sesmarias. A carta de sesmaria dava directo ao colono poderes sobre a terra.</ref>às pessoas que levasse e a outras que quisessem permanecer na terra. Segundo seu irmão no «Diário da Navegação» de Pero Lopes de Sousa relata:   
 
Martim Afonso recebeu amplos poderes, entre eles o de conceder as «Sesmarias»<ref>O sistema de distribuição de terras chamado sesmarias foi aplicado no Brasil por D. João III. Quando foram criadas as capitanias hereditarias o donatario poderia repartir as terras com os moradores pelo regime de sesmarias. A carta de sesmaria dava directo ao colono poderes sobre a terra.</ref>às pessoas que levasse e a outras que quisessem permanecer na terra. Segundo seu irmão no «Diário da Navegação» de Pero Lopes de Sousa relata:   
  
“A todos nos pareceu tão bem esta terra, que o Capitão irmão determinou de a povoar, e deu a todos os homens terras para fazerem fazendas; e fez uma vila na Ilha de São Vicente e outra nove léguas dentro pelo sertão, à borda de um rio que se chama Piratininga; e repartiu a gente nestas duas vilas e fez nelas oficiais; e pôs tudo em boa obra de justiça, de que a gente tomou muita consolação, com verem povoar vilas e ter leis e sacrifícios, e celebrar matrimônios, e viverem em comunicação das artes; e ser cada um senhor do seu; e vestir as injúrias particulares; e ter todos os outros bens da vida segura e conversável”.<ref>H. VIANNA, História do Brasil, 59.</ref>
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“''A todos nos pareceu tão bem esta terra, que o Capitão irmão determinou de a povoar, e deu a todos os homens terras para fazerem fazendas; e fez uma vila na Ilha de São Vicente e outra nove léguas dentro pelo sertão, à borda de um rio que se chama Piratininga; e repartiu a gente nestas duas vilas e fez nelas oficiais; e pôs tudo em boa obra de justiça, de que a gente tomou muita consolação, com verem povoar vilas e ter leis e sacrifícios, e celebrar matrimônios, e viverem em comunicação das artes; e ser cada um senhor do seu; e vestir as injúrias particulares; e ter todos os outros bens da vida segura e conversável''”.<ref>H. VIANNA, História do Brasil, 59.</ref>
  
 
==NOTAS==
 
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Revisión del 13:34 26 may 2018

Introdução

Pedro Álvarez Cabral era um navegador português de família nobre; nasce provavelmente em torno aos anos de 1467 e 1468, na cidade de Belmonte. Casou-se com D. Isabel de Castro e teve dois filhos: António Cabral e Fernão Álvares Cabral. Após o retorno da expedição de Vasco da Gama em 1498, o rei Don Manuel I, o Venturoso, em 1500 confia a Cabral uma expedição comercial que teria como destino a Índia.[1]

Era domingo, 8 de março de 1500, quando houve a missa solene em Nossa Senhora de Belém no Rastelo, à margem direita do Tejo, com a presença do rei e de outras personalidades. Ao lado do altar, a presença da bandeira da Ordem de Cristo. No dia seguinte, 9 de março, partem as treze embarcações dentre as quais “naus, navios e caravelas” rumo ao que Alvaro Huerga chama de descobrimento do «Novus Orbis».[2]

O número de pessoas que foram variam entre 1200 e 1500, embarcados em 13 caravelas. Entre os personagens conhecidos pelas viagens marítimas, temos Nicolau Coelho (que havia a pouco retornado da expedição com Vasco da Gama), Bartolomeu Dias (descobridor do Cabo da Boa Esperança) e seu irmão Diogo. Um nome muito conhecido será o de Pero Vaz de Caminha que era um dos cronistas oficiais da viagem.

Será Caminha que escreverá uma das principais fontes de informação da viagem ao então desconhecido Brasil.

O empreendimento é cristão, portanto, fazem parte destes 17 clérigos, sendo 8 franciscanos e 9 padres seculares. Frei Henrique de Coimbra era o superior dos franciscanos que acompanhavam Pedro Álvares Cabral, e os padres seculares tinham à frente o vigário destinado a Calicute.[3]

Com relação a chegada intencional ou não ao Brasil,[4]ainda hoje é matéria de discussão. Para alguns historiadores, Cabral foi enviado para «descobrir oficialmente» o Brasil. Mas existe a tendência de aceitar que “a terra ainda não era descoberta”.[5]Encontramos unanimidade com relação a data do descobrimento: 22 de abril de 1500, como escrito na carta de Pero Vaz de Caminha enviou ao rei.

Carta de Pero Vaz de Caminha e Primeira Missa

Carta de Pero Vaz de Caminha;[6]dita por alguns como a “cédula de nascimento desse novo e grande país”,[7]“exemplar único”,[8]“precioso e insubstituível documento histórico”,[9]“certidão de batismo”. A carta de Caminha, de 27 páginas com data de 1° de maio de 1500, faz um relato minucioso do que aconteceu durante os dias que a esquadra permaneceu na costa brasileira.

Traz nesta Carta uma riqueza muito grande de detalhes que, segundo Vianna, não se encontra no texto “informação que possa ser considerada supérflua”. A Carta nos narra de modo detalhado como foi realizada a primeira missa no Brasil, no dia 26 de abril, rezada pelo Frei Henrique de Coimbra:

Ao domingo de Pascoela pela manhã, determinou o Capitão ir ouvir missa e sermão naquele ilhéu. E mandou a todos os Capitães que se arranjassem nos batéis e fôssem com êle. E assim foi feito. Mandou armar um pavilhão naquele ilhéu, e dentro levantar um altar mui bem arranjado. E ali com todos nós outros fêz dizer a missa, a qual disse o Padre Frei Henrique, em voz entoada, e oficiada com aquela mesma voz pelos outros Padres e Sacerdotes que todos assistiram, a qual missa, segundo meu parecer, foi ouvida por todos com muito prazer e devoção. Ali estava com o Capitão a bandeira de Cristo, com que saíra de Belém, a qual estêve sempre alta, da parte do Evangelho”.[10]

A primeira missa no continente, em terra firme, foi feita no dia 1° de maio de 1500, numa sexta-feira, festa dos apóstolos São Tiago Maior e São Felipe. Significativo o que nos diz a carta de Caminha sobre isto:

Plantada a cruz, com as armas e a divisa de Vossa Alteza, que primeiro lhe haviam pregado, aramaram altar ao pé dela. Ali disse missa o Padre Frei Henrique, a qual foi cantada e oficiada por êsses já ditos. Ali estiveram conosco, [assistindo] a ela, perto de cinqüenta ou sessenta dêles, assentados todos de joelho assim como nós. E quando se veio ao Evangelho, que nos erguemos todos em pé com as mãos levantadas, êles se levantaram conosco, e alçaram as mãos, estando assim até se chegar ao fim; e então tornaram-se a assentar como nós. E quando levantaram a Deus, que nos pusemos de joelhos, êles se puseram todos assim tomo nós estávamos com as mãos levantadas, e em tal maneira sossegados que certifico a Vossa Alteza que nos fêz muita devoção”.[11]

Foi assim que a Terra de Vera Cruz acolheu a fé católica. Depois será chamada «Terra de Santa Cruz» e «Brasil».[12]Este último por causa de uma árvore cor de brasa, chamada pau-brasil, apreciada nas tinturarias e tecelagens da Europa. Por causa do comércio desta madeira, passou definitivamente a se chamar Brasil.[13]

Pelas informações da Carta de Caminha, permanecem no Brasil 4 homens. “Creio, Senhor, que com estes dois degredados que aqui ficam, ficarão mais dois grumetes, que esta noite se saíram em terra, desta nau, no esquife, fugidos, os quais não vieram mais. E cremos que ficarão aqui porque de manhã, prazendo a Deus, fazemos nossa partida daqui”.[14]

No dia 2 de maio de 1500, Pedro Álvares Cabral deixa a terra de Vera Cruz e envia uma embarcação a Lisboa com a notícia do descobrimento. Retomou seu trajeto para a Índia passando pela costa sul da África até chegar a Calicute. Estabeleceu relações comerciais com Samorim (Senhor do Mar) retornando a Lisboa em 1501.

Depois de desentendimentos com o rei Manuel I se exilou voluntariamente. O ano de sua morte non é certo, mas os documentos apontam o ano de 1520. “Pedro Álvares foi sepultado em Santarém na Igreja da Graça, que então pertencia ao convento dos gracianos”.[15]

Tivemos outras expedições ao Brasil como a de 1501, que dos últimos estudos diz ter sido capitaneada por Gaspar de Lemos com a presença do florentino Américo Vespúcio. Outra expedição que podemos citar é a de 1503, que em algumas fontes apresenta Gonzalo Coelho como comandante. Em consequência desta viagem, Fernão de Noronha, em 1504, receberá de D. Manuel I a Ilha de São João, que será a primeira «Capitania Hereditária» do Brasil. Outras foram as expedições de reconhecimento, de exploração do pau-brasil e de passagem para a Índia.

Primeiro contato com os índios

O primeiro testemunho sobre os índios do Brasil,[16]temos na Carta de Pero Vaz de Caminha:[17]

“E dali avistamos homens que andavam pela praia, uns sete ou oito, segundo disseram os navios pequenos que chegaram primeiro. [...] E o Capitão mandou em terra a Nicolau Coelho para ver aquele rio. E tanto que ele começou a ir-se para lá, acudiram pela praia homens, aos dois e aos três, de maneira que, quando o batel chegou à boca do rio, já lá estavam dezoito ou vinte. Pardos, nus, sem coisa alguma que lhes cobrisse suas vergonhas.

Traziam arcos nas mãos, e suas setas. Vinham todos rijamente em direção ao batel. E Nicolau Coelho lhes fez sinal que pousassem os arcos. E eles os depuseram. Mas não pôde de eles haver fala nem entendimento que aproveitasse, pôr o mar quebrar na costa. Somente arremessou-lhes um barrete vermelho e uma carapuça de linho que levava na cabeça, e um sombreiro preto. E um dêles lhe arremessou um sombreiro de penas de ave, compridas, com uma capazinha pequena de penas vermelhas e pardas como de papagaio”.[18]

Para os escritores do Comissão para o Estudo da História da Igreja Latino-Americana (CEHILA), com a Carta de Caminha “instaura-se uma tradição paradisíaca e idílica acerca do Brasil, de seu clima, de seus habitantes”.[19]Sobre essa visão, Daniela Barca apresenta a inocência dos índios brasileiros a partir de quatro narrativas de viagens do século XVI:

«Carta do achamento» de Pero Vaz de Caminha (viagem de 1500 de Cabral); «Letras de Viagem» de Américo Vespúcio (viagem de 1501); «Relação da primeira viagem ao redor do mundo», de Antonio Pigafetta (escala da expedição de Magellano); «Náufragos e peregrinações americanas» de Gaspar Afonso (relações de Gaspar Afonso, náufrago nas costas brasileiras em 1596).[20]

Com relação a questão de fé ou religião dos índios encontrados, Caminha escreve ao rei D. Manuel: “Parece-me gente de tal inocência que, se nós entendêssemos a sua fala e êles a nossa, seriam logo cristãos, visto que nâo têm nem entendem crença alguma, segundo as aparências. E portanto, se os degredados que aqui hão de ficar, aprenderem bem a sua fala e os entenderem, não duvido que êles, segundo a santa tenção de Vossa Alteza, se farão cristãos e hão de crer na nossa santa fé, à qual praza a Nosso Senhor que os traga, porque certamente, esta gente é boa e de bela simplicidade. E imprimir-se-á facilmente nêles qualquer cunho que lhes quiserem dar, uma vez que Nosso Senhor lhes deu bons corpos e bons rostos, como a homens bons. E o Êle nos para aqui trazer, creio que no foi sem causa. E, portanto, Vossa Alteza, pois tanto deseja acrescentar a santa fé católica, deve cuidar da salvação dêles. E prazerá a Deus que com pouco trabalho seja assim!”.[21]

Depois da descoberta, esquecimento do Brasil?

Com resultados mais promissores, Portugal investiu mais recursos de ordem e espiritual e temporal na Índia, e o Brasil ficou praticamente esquecido. A partir do momento que embarcações estrangeiras começaram a rondar a costa brasileira,[22]D. Manuel procurou mostrar quem tinha soberania no Atlântico sul.[23]

O interesse maior esteve sobre a exploração do pau-brasil. Calmon escreve que o Brasil foi concedido pelo rei ao mercador Fernando de Loronha (Noronha) para explorar o pau-brasil que começa a ser muito apreciado na Europa.[24]

Ainda no tempo de D. Manuel, houve a tentativa de colonizar o Brasil com algumas feitorias,[25]destacamos a de Porto Seguro, Igaraçú, Itamaracá, e São Vicente, mas a documentação sobre estas é escassa. Sobre a presença de capelães nestas também é incerto. Quanto a Igaraçu, Itamaracá e Porto Seguro, existem notícias que aí havia igrejas e capelães.[26]

No que diz respeito à presença de capelães nas embarcações que chegam ao Brasil, temos algumas vagas notícias. A presença de capelães nas expedições era um costume, mas a falta de documentação nos impede de fazer afirmações. Com relação às expedições de Américo Vespúcio, Gonçalo Coelho, Fernão de Loronha e assim como outras de reconhecimento da costa e de interesse comercial, apenas alguma levou capelão, como atesta uma certidão de 20 de maio de 1503 na expedição de Gonçalo Coelho que diz «batizou muitos».[27]

Os dois padres que exerceram por alguns meses o ministério nas costas brasileiras foram o padre Francisco Garcia, espanhol, e o padre Francisco de Lemos, português, ambos seculares. Batizaram os mamelucos, ou seja, filhos de europeus com as índias que encontravam nas pequenas feitorias. No período que vai de 1500 a 1530, muitos historiadores chamam de fase do «pau-brasil», em que o contato com o Brasil tinha o objetivo de extrair o pau-brasil tendo os nativos como força de trabalho para o corte e o transporte. “Passados trinta anos após seu descobrimento, A Terra de Santa Cruz só rara e esporadicamente foi alvo de atenção por parte da Coroa portuguesa”.[28]

“No período que vai do descobrimento à fundação das Capitanias hereditárias, eram poucos os brancos que se aventuravam a fixar-se por mais tempo no Brasil. E para dizer a verdade, elementos não selecionados. Abundavam os desterrados, os fugitivos, os aventureiros, além de alguns náufragos e outros que se demoravam na terra por razões comerciais, nomeadamente do pau-brasil, e pela fundação dos primeiros engenhos-de-açúcar”.[29]

Vianna escreve que, em base a novos estudos e provas documentais, não se pode dizer hoje que o Brasil tenha sido abandonado no primeiro terço do século XVI, pois como afirmou Capistrano de Abreu a respeito das armadas que chegaram ao Brasil neste tempo “foi por elas que as comunicações se tornaram freqüentes e as relações quase regulares com a Europa; que se desenvolveu desde o princípio um comércio relativamente importante; que nunca foi de todo descurada a terra achada por Cabral.”[30]

Uma das preocupações da Coroa era o comércio clandestino de pau-brasil feito pelos franceses. O povoamento da terra se mostrava fundamental. Em 1530 Martim Afonso de Souza,[31]recebe a incumbência de colonizar e povoar o território brasileiro.[32]Foi neste primeiro contingente colonizador que veio aquele que será o primeiro sacerdote que se fixou no Brasil, o padre Gonçalo Monteiro.

Será Martim Afonso o responsável pela fundação da primeira vila no Brasil chamada São Vicente,[33]em janeiro de 1532. Começou de forma intensiva a cultura da cana de açúcar já cultivada na ilha de Madeira, começa assim a chamada «fase do açúcar».

Martim Afonso recebeu amplos poderes, entre eles o de conceder as «Sesmarias»[34]às pessoas que levasse e a outras que quisessem permanecer na terra. Segundo seu irmão no «Diário da Navegação» de Pero Lopes de Sousa relata:

A todos nos pareceu tão bem esta terra, que o Capitão irmão determinou de a povoar, e deu a todos os homens terras para fazerem fazendas; e fez uma vila na Ilha de São Vicente e outra nove léguas dentro pelo sertão, à borda de um rio que se chama Piratininga; e repartiu a gente nestas duas vilas e fez nelas oficiais; e pôs tudo em boa obra de justiça, de que a gente tomou muita consolação, com verem povoar vilas e ter leis e sacrifícios, e celebrar matrimônios, e viverem em comunicação das artes; e ser cada um senhor do seu; e vestir as injúrias particulares; e ter todos os outros bens da vida segura e conversável”.[35]

NOTAS

  1. A. RUBERT, A Igreja no Brasil – Origem e Desenvolvimento, 31.
  2. A. HUERGA, «Fray Luis de Granada, promotor e testigo de la evangelización portuguesa» in CONGRESSO INTERNACIONAL DE HISTÓRIA, Missionação Portuguesa e encontro de culturas vol. 1, Barbosa & Xavier, Braga 1993, 303.
  3. «A esquadra de Cabral, navegando muito a oriente, avistou terra e nela aportou»
  4. A teoria da intencionalidade foi defendida pelos históricos Varnhagen e Capistrano de Abreu, enquantot que a teoria da descoberta casual encontrou no historiador Tomás Marcondes de Souza o mais ativo defensor. A. RUBERT, A Igreja no Brasil – Origem e Desenvolvimento, 33.
  5. Cfr. L. ALBUQUERQUE, Navegadores, viajantes e aventureiros portugueses, Sécs. XV e XVI, vol. 1, Printer, Lisboa 1987, 136.
  6. Por cerca três séculos esta carta estivera perdida. Foi quando em fevereiro de 1773 o guardamor do ATT José Seabra a redescobriu. A carta foi publicada pela primira vez em 1817 pelo padre Aires do Casal.
  7. L. ALBUQUERQUE, Navegadores, viajantes e aventureiros portugueses, Sécs. XV e XVI, 136.
  8. Ibidem, 136.
  9. H. VIANNA, História do Brasil, 45.
  10. P. CALMON História do Brasil, 71.
  11. P. CALMON, História do Brasil, 81.
  12. O nome Brasil já aparece em alguns documentos em 1507. Em mapas aparece pela primeira vez no planisfério Orbis Typus Universalis Tabula, publicado em Veneza por Jerônimo Marini em 1512
  13. Cfr. A. RUBERT, A Igreja no Brasil – Origem e Desenvolvimento, 36.
  14. P. CALMON, História do Brasil, 82.
  15. J. CORTESÃO, A expedição de Pedro Álvares Cabral e o descobrimento do Brasil, Portugália, Lisboa 1967, 76.
  16. O grupo dos índios, que mais teve contato com os portugueses nas duas primeiras décadas do descobrimento foram os da família lingüística tupi-guarani. O principal grupo tupi na região onde foi estabelecida a capitania da Bahia era o tupinambá com uma economia de subsistência e autoconsumo.
  17. Na expedição de Cabral tem o trabalho de redigir um relatório fiel e rigoroso das novas descobertas.
  18. P. CALMON, História do Brasil, 65-66.
  19. E. HOORNAERT, História da Igreja no Brasil, 27.
  20. Cfr. D. BARCA, «L’‘Estado da Inocência’ degli índios brasiliani in alcune relazioni di viaggio del XVI secolo», in MARIA LUISA CUSATI (a cura di), Il Portogallo e i mari: un incontro tra culture, Liguori, vol. 1, Napoli 1997, 286.
  21. P. CALMON, História do Brasil, 80.
  22. A Coroa portuguesa temia a invasão do território descoberto pois francese, ingleses, olandeses eram ameaças até porque não estvam dentro do Tratado de Tordesilhas, a costa era ameçada também por piratas e contrabandistas.
  23. Cfr. A. RUBERT, A Igreja no Brasil – Origem e Desenvolvimento, 39.
  24. P. CALMON, História do Brasil, 94.
  25. Estas feitorias eram sobretudo ligadas a exploração do pau-brasil, resgate de alguns indígenas e escassos engenhos de açúcar. As Feitorias foram a primeira tentativa de conquistar a terra.
  26. Cfr. A. RUBERT, A Igreja no Brasil – Origem e Desenvolvimento, 43-44.
  27. Cfr. A. RUBERT, A Igreja no Brasil – Origem e Desenvolvimento, 42.
  28. O. J. DE OLIVEIRA FILHO, «O Marinheiro Lacônico: o diário da navegação, de Pero Lopes de Sousa», in MARIA LUISA CUSATI (a cura di), Il Portogallo e i mari: un incontro tra culture, 447.
  29. A. RUBERT, A Igreja no Brasil – Origem e Desenvolvimento, 39.
  30. H. VIANNA, História do Brasil, 50.
  31. Martim Afonso de Sousa nasceu em 1500 numa familia distinta, primo de Tomé de Sousa, primeiro Governador Geral do Brasil. Martim era amigo de D. João III. Depois do Brasil foi enviado à Índia onde foi governador de 1542 a 1545, depois retornou a Lisboa onde faleceu em 1570.
  32. Martim Afonso partiu a 3 de dezembro de 1530 com 6 embarcações cerca de 400 pessoas entre soldados, marujos, colonos levando também animais, sementes e ferramentas.
  33. Antes da chegada de Martim Afonso e a fundação oficial já existia um povoado. Este lugar também era conhecido como Porto dos Escravos por causa do tráfico de escravos indígenas frequentado por portugueses e espanhóis. (Cfr. A. RUBERT, A Igreja no Brasil – Origem e Desenvolvimento, 57).
  34. O sistema de distribuição de terras chamado sesmarias foi aplicado no Brasil por D. João III. Quando foram criadas as capitanias hereditarias o donatario poderia repartir as terras com os moradores pelo regime de sesmarias. A carta de sesmaria dava directo ao colono poderes sobre a terra.
  35. H. VIANNA, História do Brasil, 59.


CLEOCIR BONETTI